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  • lanafirma

Por que La Casa De Papel é um fenômeno? A importância das Narrativas.

Por que La Casa De Papel é um fenômeno? A importância das Narrativas.

Sou essa pessoa que ficou grudada na série La Casa de Papel, gostei da trilha sonora, da trama, dos personagens, da fotografia, etc.

Semana pasada, maratonei a última temporada, fui dormir às 5h30. No dia seguinte, tomei um café e continuei a leitura do livro 21 lições para o século 21 do Yuval Noah. Esse livro é INCRÍVEL!

Bom, não quero dar spoilers sobre o livro e muito menos sobre a última temporada de La Casa de Papel, mas preciso compartilhar que, em algum momento do livro, o Yuval fala sobre narrativas. Ele explica que o ser humano precisa de narrativas, pois são elas que dão sentido ao que fazemos. Muitas vezes escolhemos narrativas políticas, religiosas ou sociais para sustentar nossos argumentos, decisões e ações. Fazemos isso porque estamos sempre em busca de SENTIDO.

Preferimos histórias a números, por isso narrativas fazem tanto sucesso.

Não está acreditando?

Eu posso te mostrar os dados do COVID-19 no mundo em um gráfico ou eu posso te falar sobre a luta global da sociedade contra um vírus. Qual opção você escolhe: os números ou a história? Talvez você responda que prefere os números dentro da história, certo? bom, eu também!

Após essa noite mal dormida e a viagem que o livro do Yuval me proporcionou, comecei a refletir e várias perguntas explodiram na minha cabeça inquieta:

“Por que uma série como La Casa de Papel focada em um assalto faz tanto sucesso?”

“Por que eu estava do lado dos bandidos, querendo que eles saíssem vitoriosos?”

“Eu perdi completamente o juízo?”

Foi nesse momento que o livro do Yuval “deu um abraço” na série La Casa de Papel e os "pontos foram conectados", como disse o Steve Jobs em seu discurso de formatura.

La Casa de Papel brinca com a narrativa de Bem x Mal, ou seja, em alguns momentos estamos do lado da polícia e colocamos a “capa” de herói nela. Em outros momentos, colocamos a capa de herói nos bandidos. Os personagens ajudam um pouco nessa confusão mental.

Como?

 A delegada responsável pela operação é osso duro de roer, é fria e nos causa um certo “ranço”, por outro lado nos envolvemos nas emoções dos bandidos, pois eles tem sonhos, estão apaixonados, tiveram experiências familiares difíceis, entre tantos outros problemas que dialogam diretamente com a nossa vulnerabilidade humana.

É aí que mora o dilema, transitamos entre o bem x mal, escolhemos quem é o vilão e quem é o herói. Escolhemos narrativas de acordo com nossas experiências e expectativas. Fazemos isso O TEMPO TODO.

Essa conversa fica ainda mais interesante quando ampliamos a reflexão da série ou do livro para o contexto atual de COVID-19. Há muitos personagens nessa história!

Em quem estamos colocando a capa de herói e quem leva a fama de vilão?

Sobre o autor:

Caio Barroso é formado em Administração com especialização em Gestão de Pessoas e Gestão de Negócios pela FIA-USP e pós-graduado em Transformação Digital pela Barcelona School of Management. Possui atuação internacional em Recursos Humanos nos segmentos de Logística e Mercado Financeiro. No Itaú-Unibanco liderou equipes e projetos de Employer Branding, Talent Acquisition, Treinamento e Talent Management. Atualmente é Head de Recursos Humanos na empresa OneCoWork na Europa e Fundador e Consultor da Consultoria Lá Na Firma, focada em Inovação em Gestão de Pessoas.

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